Periodizações em Psicologia na Argentina e no Brasil: um estudo comparado

un estudio comparado

Autores

Resumo

O artigo apresenta um estudo comparado entre a periodização da psicologia na Argentina, proposta por Hugo Klappenbach (2006), e três periodizações brasileiras, elaboradas por Isaías Pessotti (1988), Mitsuko Antunes (1998) e Fernanda Pereira e André Pereira Neto (2003). Adotando como matriz metodológica a história comparada, o trabalho analisa os critérios que orientam a construção de cada periodização, os marcos históricos mobilizados para definir inícios e rupturas e as concepções implícitas sobre o que constitui a psicologia como campo. A análise revela convergências substantivas entre as duas trajetórias nacionais – como a influência inicial da psicologia clínico-experimental francesa, o papel indutor do Estado no desenvolvimento da psicologia aplicada, sob regimes de perfil nacional-desenvolvimentista, a criação dos cursos de formação superior e os debates sobre a regulamentação profissional nas décadas de 1950 e 1960 e o impacto das ditaduras militares sobre a institucionalização do campo. Ao mesmo tempo, enquanto as propostas brasileiras enfocam suas análises na institucionalização universitária ou profissional da psicologia, a periodização argentina nomeia seus períodos a partir dos conteúdos teórico-práticos dominantes em cada fase. Conclui-se que periodizar é um ato historiográfico seletivo e que estudos comparados contribuem para uma compreensão mais crítica e situada do desenvolvimento da psicologia como ciência e profissão na América Latina.

Publicado

2026-07-12

Como Citar

Periodizações em Psicologia na Argentina e no Brasil: um estudo comparado: un estudio comparado. (2026). Perspectivas en Psicología, 23(1), 82-102. https://perspectivas.mdp.edu.ar/index.php/pep/article/view/803